domingo, 4 de setembro de 2011

O Primeiro recomeço

Eu era jovem, tinha 21 anos e vivia uma vida dessas, que futuro poderia ter? Mesmo assim esse povo me recebeu muito bem, eles não merecem que eu cause nenhum sofrimento, nem preocupações a eles. Vou para a igreja com a minha avó, deixarei de beber, serei crente. Que plano bom! Que idéia genial, minha mãe tinha razão. Todos irão gostar de mim. Pois tinha saudade dessa frase: gosto muito de você. Mas como eu não fazia por onde, não tinha mesmo como ouvir essa frase.
Fiz como pensei, fui para a igreja, aceitei a Jesus, sempre estava nos cultos, três meses depois fui batizado e comecei a participar das tarefas da igreja: evangelismos, escola dominical e principalmente da banda. Cantava hinos, Jesus operava maravilhas. Voltaram os elogios, as jovens ficavam enlouquecidas. “Nossa que felicidade!” Já ouvia de novo essa frase: “Gosto muito de você!” me sentia maravilhado. Que felicidade, nisto já se passava mais de cinco meses que não bebia nenhum só gole. Nunca mais eu bebo, pensava eu.
Pensei, poxa preciso de uma esposa, pois está difícil estar na igreja sem sanar minhas necessidades. Tive uma idéia, assim como de todas as outras vezes vou para a igreja, mas desta vez vou orar pedindo a Deus uma esposa. A primeira jovem que não for casada que entrar, eu me levantarei e perguntarei a ela se quer casar comigo. E assim o fiz. Estava ajoelhado, pedindo a Deus uma companheira quando alguém entrou, dei uma olhadinha, advinha... Uma jovem, já tinha visto ela antes, mas achava que era casada, pois ela tinha um filho. Mas e o meu voto? Tinha que cumpri-lo. Levantei-me, fui ter com ela, perguntei-lhe se era casada. Ela respondeu-me que não. Perguntei então:
– A irmã quer casar comigo?
Nossa que responsabilidade! Sem namoro, sem ao menos conhecer melhor e etc., mas e o voto? Afinal voto é voto e tem que ser cumprido. Então a irmã, sem entender nada do que estava acontecendo simplesmente olhou para mim respondendo:
- Sim!
Yahoo! Fui ao céu e voltei. A minha idéia deu certo. Pois bem, amanhã segunda, nós vamos ao cartório colocar os nossos nomes e casaremos no outro dia.
– Está bem! – respondeu ela.
E assim fizemos, à noite avisamos a igreja e todos ficaram pasmados, sem entender nada. “Como podem? Eles nem namoraram e vão se casar?” as outras jovens sentiram-se muito ofendidas, pois muitas delas gostavam de mim. Trinta dias passados, que é o tempo estabelecido para as averiguações dos nomes e do estado litigioso, veio então à liberação, casamos. E assim se foram sete meses sem beber nada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leia todo o meu livro aqui?

Ouvindo e Crendo


MusicPlaylistView Profile
Create a playlist at MixPod.com